Auriculoterapia

A auriculoterapia chinesa faz parte de um conjunto de técnicas terapêuticas, que tem como base os preceitos da Medicina Tradicional Chinesa (MTC). Acredita-se que tenha sido desenvolvida juntamente com a acupuntura sistêmica (corpo), que é, atualmente, uma das terapias orientais mais populares em diversos países e tem sido amplamente utilizada na assistência à saúde, nos aspetos preventivos e curativos (Landgren,2008). Nas últimas décadas, a técnica vem se difundindo por todo o mundo em função da crescente aceitabilidade pelas comunidades científicas, após estudos que vem sendo realizados sob uma perspetiva ocidental, com métodos de investigação modernos (WHO, 1999).

Indicações e vantagens da Auriculoterapia

A auriculoterapia tem sido muito eficaz como tratamento quando associada a outras terapêuticas provenientes da medicina oriental, como acupuntura sistêmica e fitoterapia. Os distúrbios que são mais tratáveis com auriculoterapia incluem problemas musculoesqueléticos, como articulações dos joelhos, ombro, tornozelo; distúrbios hormonais, sintomas associados à menopausa; distúrbios da tireoide e problemas menstruais; doenças que afetam os órgãos, tais como úlceras gástricas, asma e alergias, e problemas digestivos, para citar alguns. Especificamente, a orelha é um excelente local para tratar qualquer problema que tem um componente de dor, como dor lombar, dores de cabeça, problemas de pele (dermatites), problemas neurológicos e vasculares, tais como esclerose múltipla e hipertensão arterial. Problemas emocionais e ansiedade também são satisfatoriamente tratados por este método (Abatte, 2004).
Nogier afirma que a auriculoterapia tem quatro principais usos: (1) na presença de dor, incluindo dor do câncer extremo; herpes zoster diagnosticada no início; (2) para problemas emocionais que envolvem o sistema nervoso central; (3) torna os pacientes mais sensíveis à terapia medicamentosa, alterando o metabolismo, aumentando assim a absorção e eliminação; (4) e pode ser usado para tratar eficazmente vícios (Nogier, 2009).